Brief Summary

The goal of this project is to establish Cape Verde’s first network of protected areas with the purpose of conserving globally significant biodiversity. A sample of unique ecosystems have been chosen to represent just a fraction of the countries captivating beauty. The project is designed to educate and empower the citizens of Cape Verde so that they may restore and conserve their unique island ecosystem against further degradation.



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Proposta do Plano de Gestão de Serra Malagueta PDF Imprimir e-mail
01-fev-2008

A integração das actividades humanas e dos espaços naturais responde claramente ao princípio do desenvolvimento sustentável, pelo qual se tenta compatibilizar as actividades das comunidades e das sociedades humanas com a conservação e a preservação do meio ambiente. A questão está em como poder maximizar a qualidade de vida da humanidade sem romper o equilíbrio entre a sociedade e o meio ambiente”

                                                                                                (FUNIBER)

Proposta do Plano de Gestão de Serra Malagueta
 

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O projecto “Gestão Integrada e Participativa dos Ecossistemas nas Áreas Protegidas e Envolventes”, apresentou a proposta do plano de gestão do Parque de Serra Malagueta, no salão de conferências do Ministério das Finanças, no dia 22 de Janeiro, perante uma centena de principais parceiros directos e indirectamente implicados, afim de socializar o plano. O acto contou com a honrosa presença da Ministra do Ambiente e Agricultura, do Secretário de Estado da Economia, Crescimento e Competitividade, da Representante Residente do Escritório Comum das Nações Unidas em Cabo Verde, e da Directora Geral do Ambiente.

 

No acto da abertura a Senhora Ministra do Ambiente destacou sobre a importância de um ambiente saudável em todo o processo de desenvolvimento sustentável do país. “Queremos crescer, queremos resolver o problema do país, mas não queremos qualquer tipo de desenvolvimento. Estamos a trabalhar para um desenvolvimento com qualidade ambiental. E essa é uma orientação para todos os sectores de actividade económica”, disse Madalena Neves.  Para depois acrescentar: “de 1992 até 2008, fizemos um longo percurso. Hoje, depois da Cimeira do Rio, da Cimeira do Desenvolvimento do Milénio e da Cimeira de Desenvolvimento Durável em Joanesburgo, temos um quadro de políticas e orientações bem definidas, assim como as áreas prioritárias de protecção ambiental”.

 

Por outro lado, a Senhora Representante das Nações Unidas começou por enaltecer dizendo: “esta cerimónia tem, a meu ver, um significado bastante simbólico, na medida em que a elaboração deste plano constitui um marco importante no processo de implementação do Projecto de Criação de Áreas Protegidas em Cabo Verde. Com efeito, este plano constitui um dos produtos mais importantes deste projecto, e a sua elaboração e discussão dão-no a confirmação que foi necessário realizar uma grande quantidade de trabalho para podermos lá ter chegado”.

 

As boas vindas aos participantes, a apresentação e a aprovação do programa foram dirigidas pela Senhora Directora Geral do Ambiente. E antes da apresentação resumida do projecto e da proposta do plano de gestão fez-se a passagem de um filme de curta-metragem sobre o título “Serra Malagueta o Pulmão de Santiago”. Este filme retratou em linhas gerais o processo da implementação do projecto áreas protegidas pensando sobretudo da passagem da teoria à prática, isto é, apresentando os resultados visíveis alcançados durante os três últimos anos.

 

A Coordenadora Nacional fez a apresentação síntese do projecto aos participantes como forma de se inteirarem não só da natureza e abordagem mas também da própria dinâmica de implementação e de desenvolvimento. Por sua vez o Responsável pelo Planeamento do projecto apresentou a proposta do plano de gestão do Parque de Serra Malagueta segundo os 10 (dez) eixos essenciais da estrutura do plano e ainda, o plano de uso e gestão com o respectivo documento financeiro de suporte em que as actividades de gestão estão agrupadas em 8 (oito) grandes actividades a saber: conservação, uso público e informação, sócio – económicas, investigação, monitorização, planeamento, administração & pessoal e manutenção & equipamento.

 

O plano traz algumas novidades quer relativamente a estudos temáticos de base realizados quer da própria metodologia adoptada na sua elaboração (da identificação das Unidades Ambientais Homogéneas e das Unidades de Diagnóstico). O plano de gestão diz no seu eixo 5 sobre as Unidades Ambientais Homogéneas que no processo de elaboração de um plano de gestão, há necessidade de sobreposição e integração das informações obtidas nos estudos temáticos de base. Os diferentes parâmetros estudados (físicos, biológicos, socio-económicos) combinam-se com vista a um melhor conhecimento da dinâmica da área protegida.

 

Ainda, na interpretação da distribuição dos processos e fenómenos ecológicos assumem um maior protagonismo os elementos geomorfológicos, que organizam estruturalmente a área protegida, já que pela sua disposição e importância condicionam, beneficiam ou limitam a maior parte dos outros factores. O Responsável pela elaboração do plano de gestão Engenheiro Leão Carvalho foi muito claro durante a sua apresentação explicou que na identificação de unidades mais ou menos homogéneas, as diferentes parcelas foram inscritas num quadro definido estruturalmente, numa sucessão de bacias hidrográficas de diferentes tamanhos e tipologias, agrupados em 6 (seis) sectores, que apresentam diferenças em termos de características naturais, usos e estado de conservação.

 

Depois falou das Unidades de Diagnóstico que a sua identificação tem por objectivo o conhecimento do estado de conservação dos recursos naturais, seus principais problemas, suas causas e tendências. Após a identificação das 22 Unidades Ambientais Homogéneas em 6 (seis) sectores, procedeu-se à caracterização e avaliação de cada uma dessas unidades, do ponto de vista físico e biótico, bem como a identificação dos usos e actividades. Tornou-se ainda, mais claro quando apresentou o quadro da matriz de compatibilidade dos usos com as Unidades de Diagnóstico.

 

O período de debate foi orientado pela Senhora Ministra do Ambiente. Houve levantamento de algumas questões que serão absorvidas no plano. Tratando-se de um primeiro exercício do género, as contribuições e a partilha de visão é sempre bem vinda. Enfim, estão todos de parabéns. Mas, todos aqueles que duma forma ou outra colaboram para a elaboração do primeiro plano de gestão para áreas protegidas terrestres em Cabo Verde. Este plano espelha a visão e incorpora bem na frase com que abrimos essa notícia.

 

Finalmente, permita-nos realçar dois momentos essenciais que marcaram a cerimónia de apresentação do plano de gestão do Parque Natural de Serra Malagueta. O primeiro foi aquando  da alocução da Representante Residente que terminou dizendo” as Nações Unidas de uma forma geral e o Escritório de Cabo Verde em particular continuarão a apoiar as iniciativas de Cabo Verde nos vários sectores ligados ao ambiente. Estou certa que a nova Representante irá continuar a prestar o mesmo nível elevado de apoio que tem sido nosso hábito”.

 

O segundo foi quando a Ministra do Ambiente agradeceu na “hora da partida” à digna e amiga Representante com uma frase das mais bela norma de Eugénio Tavares, o MAIOR poeta Cabo-verdiano, que diz: Si Cá Badu, Cá Ta Birado. Bonito gesto.

 

 

JC – www.áreasprotegidas.cv

 
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